O programa fantástico, levado ao
ar aos domingos pela Rede Globo de Televisão, denunciou na edição de ontem
(4) alguns prefeitos que ao longo de suas gestões municipais têm cometido corrupção
de toda sorte e ações consideradas " folclóricas". Foi o caso, por
exemplo, do senhor Testa, prefeito de um município localizado na região
norte, que reformou a casa de sua "amiga
íntima", instalou aeroporto em fazenda de amigos, comprou gados
bovinos e muares para a sua fazenda com dinheiro público, e do senhor
Gogó, prefeito de um município paulista, que pintou praticamente toda a
cidade com as cores de sua campanha político-eleitoral.
Qualquer semelhança (não) é
mera coincidência com o que se verifica em algum município do nosso Recôncavo
heróico, histórico, artístico-cultural, turístico e açucareiro
baiano. Parece que o filme da matéria jornalística do Fantástico já foi
assistido antes por aqui. O que ainda não foi projetado foi o filme do
prefeito Gogó daqui preso ou foragido. Aqui, aplica-se aquela
sentença do Jorge Hage Sobrinho, ministro da Controladoria Geral da União
(CGU), segundo a qual "os grandes escritórios de advocacia são os
responsáveis pelo emperramento dos processos jurídicos que julgam atos de
corrupção praticados por prefeitos em todo o Brasil".
Entretanto, a Justiça está
caminhando e promovendo julgamentos significativos com vistas a debelar
atos de corrupção praticados por prefeitos. O ministro Hage advertiu
"lugar de corrupto é na cadeia". Caso exemplar é a recorrência
de condenação e afastamento sumário de prefeitos acusados de corrupção
administrativa e eleitoral, a exemplo da prefeita do vizinho município de
Candeias. Até o início das convenções de partidos políticos que decidirão os
candidatos para as eleições municipais vindouras, processos jurídicos
tramitando na Justiça serão julgados.
"Lugar de prefeito corrupto é na cadeia", disse Jorge Hage
Reviewed by Francisco Júnior
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