Mais justo seria dizer a política para os políticos. Não é menos do que isso o que se constata nas atitudes da imensa maioria dos mandatários e seus aliados. A toda hora as notícias dão conta das insatisfações de parlamentares com o Governador Ricardo Coutinho devido a pautas contrariadas que nunca são muito claras. O que querem os deputados que reclamam do governo, que fazem “corpo mole” nas votações na Assembléia Legislativa, ninguém sabe ao certo. Dizem que são da “base” do governo, mas não combatem os ataques injustos e açodados que o governo sofre da oposição e de setores da mídia. Dizem-se governistas, mas não debatem o bom debate sobre as políticas públicas para a Paraíba. Fazem chantagens veladas. Criam situações de dificuldade para imprensar o Governador. Para esse tipo de aliado, se o governo for frágil, um tanto quanto melhor.
Em Brasília não é diferente. O Partido da República flagrado com a mão na botija no Ministério dos Transportes, afastou-se da “base” do Governo Dilma, insatisfeito com as medidas adotadas contra as denúncias de corrupção. Setores do sempre governista PMDB também ameaçam o Governo Federal. Anunciam a adesão às propostas de CPIs para extorquir o Governo com cargos e verbas.
O jogo da mídia – a política para os políticos
Neste campo, a postura não é muito diferente. Com raras exceções, o pessoal da imprensa também quer seu espaço no governo. Pretendem compor a estrutura do estado ampliado – que Gramsci tape os ouvidos para não se revirar no túmulo pelo mau uso do seu conceito neste ambiente. Os interesses da mídia quase sempre são interesses privados, sem nenhuma preocupação com a res publica. E aquela parcela do “quarto poder” que está na oposição que o seu espaço de governista de volta.
As escritas quase sempre ficam apenas no “moído” pelo “moído”, sem nenhum aprofundamento sobre as disputas que estão em jogo.
Só para citar alguns exemplos: que debate a imprensa da Paraíba fez sobre o Plano Nacional de Educação que tramita no Congresso Nacional? Quantas linhas foram escritas sobre o Código Florestal? Quem deu ênfase a Emenda 29? Sobre a Reforma Política?
Quem na mídia paraibana defendeu ontem e defende hoje a realização de concursos para provimento de cargos efetivos? Quem nesta seara defende que os prefeitos/as, o governador e a presidenta implantem seleção pública para as nomeações de pelo menos parte dos cargos de direção? (Nem os deputados estaduais oposicionistas do PT da Paraíba exigem isso do governo). Com certeza, se posicionarão se/quando isto ocorrer um dia. A mídia é muito parecida com os políticos.
Agora vai ver o que já foi escrito sobre o vai-e-vem dos deputados estaduais sobre o apoio ou a oposição ao Governador ou sobre os cargos federais para constatar o que essa mídia privilegia. Não passam das especulações superficiais. É dessa mídia que a imensa maioria dos políticos gosta.
Como cobra que perdeu o veneno
Muitos gestores municipais vivem uma agonia inédita por conta do programa Pacto pelo Desenvolvimento da Paraíba. É que estavam mal acostumados com a mazela do clientelismo, onde o “benefício” passava pela mão do chefe político local. Agora o Governo Ricardo Coutinho executa uma política pública através de editais para a Saúde e para a Educação. O governo ver a/o cidadã/ao, sem olhar para a opção eleitoral do prefeito/a, deputado/a.
Não é pequeno o número de prefeitos “maranhistas” que estão desorientados porque só sabem ser governistas. Querem pular de galho, como fazem após cada eleição estadual. Querem mudar de lado para recuperar o veneno que as urnas lhes negou em 2010. Querem os cargos do governo da Paraíba nos municípios, para empregar os parentes e os cabos eleitorais. Querem ser pais e mães dos projetos do governo estadual nos municípios.
Com menor visibilidade e intensidade, o fenômeno se repete em relação ao Governo da presidenta Dilma. Reclamam eles que a presidenta Dilma não tem muito jeito para a política. Não tem “jogo de cintura”. Mas Dilma vai governando, para todos e todas as brasileiras. Aquela tradição perniciosa de clientelismo e fisiologismo estáem baixa. Está derretendo. E os convênios chegam. E as políticas públicas chegam, porque a cidadania é, agora de fato, mais importante do que o alinhamento político dos gestores e dos parlamentares.
Prefeitos e deputados governistas da Paraíba por sua vez mostram-se insatisfeitos por não serem os donos dos convênios que o governador Ricardo Coutinho e a presidenta Dilma celebram de forma republicana com os municípios. Essa postura republicana que começou com o presidente Lula, continua com Dilma e aqui na Paraíba se fortalece com Ricardo Coutinho.
A turma estava mal acostumada. Pense numa agonia!
(Em tempo: A Paraíba tem muito mais do que mil professores contratados excepcionalmente).
Em Brasília não é diferente. O Partido da República flagrado com a mão na botija no Ministério dos Transportes, afastou-se da “base” do Governo Dilma, insatisfeito com as medidas adotadas contra as denúncias de corrupção. Setores do sempre governista PMDB também ameaçam o Governo Federal. Anunciam a adesão às propostas de CPIs para extorquir o Governo com cargos e verbas.
O jogo da mídia – a política para os políticos
Neste campo, a postura não é muito diferente. Com raras exceções, o pessoal da imprensa também quer seu espaço no governo. Pretendem compor a estrutura do estado ampliado – que Gramsci tape os ouvidos para não se revirar no túmulo pelo mau uso do seu conceito neste ambiente. Os interesses da mídia quase sempre são interesses privados, sem nenhuma preocupação com a res publica. E aquela parcela do “quarto poder” que está na oposição que o seu espaço de governista de volta.
As escritas quase sempre ficam apenas no “moído” pelo “moído”, sem nenhum aprofundamento sobre as disputas que estão em jogo.
Só para citar alguns exemplos: que debate a imprensa da Paraíba fez sobre o Plano Nacional de Educação que tramita no Congresso Nacional? Quantas linhas foram escritas sobre o Código Florestal? Quem deu ênfase a Emenda 29? Sobre a Reforma Política?
Quem na mídia paraibana defendeu ontem e defende hoje a realização de concursos para provimento de cargos efetivos? Quem nesta seara defende que os prefeitos/as, o governador e a presidenta implantem seleção pública para as nomeações de pelo menos parte dos cargos de direção? (Nem os deputados estaduais oposicionistas do PT da Paraíba exigem isso do governo). Com certeza, se posicionarão se/quando isto ocorrer um dia. A mídia é muito parecida com os políticos.
Agora vai ver o que já foi escrito sobre o vai-e-vem dos deputados estaduais sobre o apoio ou a oposição ao Governador ou sobre os cargos federais para constatar o que essa mídia privilegia. Não passam das especulações superficiais. É dessa mídia que a imensa maioria dos políticos gosta.
Como cobra que perdeu o veneno
Muitos gestores municipais vivem uma agonia inédita por conta do programa Pacto pelo Desenvolvimento da Paraíba. É que estavam mal acostumados com a mazela do clientelismo, onde o “benefício” passava pela mão do chefe político local. Agora o Governo Ricardo Coutinho executa uma política pública através de editais para a Saúde e para a Educação. O governo ver a/o cidadã/ao, sem olhar para a opção eleitoral do prefeito/a, deputado/a.
Não é pequeno o número de prefeitos “maranhistas” que estão desorientados porque só sabem ser governistas. Querem pular de galho, como fazem após cada eleição estadual. Querem mudar de lado para recuperar o veneno que as urnas lhes negou em 2010. Querem os cargos do governo da Paraíba nos municípios, para empregar os parentes e os cabos eleitorais. Querem ser pais e mães dos projetos do governo estadual nos municípios.
Com menor visibilidade e intensidade, o fenômeno se repete em relação ao Governo da presidenta Dilma. Reclamam eles que a presidenta Dilma não tem muito jeito para a política. Não tem “jogo de cintura”. Mas Dilma vai governando, para todos e todas as brasileiras. Aquela tradição perniciosa de clientelismo e fisiologismo está
Prefeitos e deputados governistas da Paraíba por sua vez mostram-se insatisfeitos por não serem os donos dos convênios que o governador Ricardo Coutinho e a presidenta Dilma celebram de forma republicana com os municípios. Essa postura republicana que começou com o presidente Lula, continua com Dilma e aqui na Paraíba se fortalece com Ricardo Coutinho.
A turma estava mal acostumada. Pense numa agonia!
(Em tempo: A Paraíba tem muito mais do que mil professores contratados excepcionalmente).
Zizo Mamede
A Política pela Política
Reviewed by Francisco Júnior
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00:07
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